A maior gestora de ativos do mundo está prestes a reescrever a história dos ETFs de cripto. O IBIT, fundo spot de Bitcoin da BlackRock, ultrapassou US$ 84 bilhões em ativos sob gestão, com entradas de US$ 5,18 bilhões apenas no último mês. A combinação de apetite institucional crescente e mudanças estratégicas da SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) está solidificando o domínio da BlackRock e elevando o padrão de entrada do sistema financeiro tradicional no universo cripto.
Segundo o analista da Bloomberg, Eric Balchunas, o ETF da BlackRock ficou atrás apenas do Vanguard S&P 500 ETF (VOO) em termos de captação no último mês. Isso é extraordinário, considerando que o IBIT é um produto focado exclusivamente em Bitcoin — um ativo que, há poucos anos, era considerado marginal por Wall Street.
O desempenho reforça que o Bitcoin virou mainstream, ao menos para investidores institucionais. E, com as novas medidas regulatórias, esse fluxo pode acelerar ainda mais.
No dia 29 de julho, a SEC aprovou um aumento de dez vezes no limite de contratos de opções para ETFs de Bitcoin — de 25.000 para 250.000 contratos. A medida se aplica ao IBIT, mas exclui concorrentes diretos, como o FBTC da Fidelity. Isso dá à BlackRock uma vantagem operacional que pode atrair ainda mais capital institucional.
Além disso, a SEC aprovou o modelo de criação e resgate “in-kind” para ETFs de cripto. Isso significa que os fundos poderão trocar ações diretamente por Bitcoin físico, em vez de usar dinheiro como intermediário. A mudança pode aumentar a eficiência tributária e reduzir o risco de liquidez, tornando os ETFs ainda mais atrativos.
Greg Cipolaro, chefe global de pesquisa da NYDIG, destacou que o IBIT já é o ETF “preferido pelas instituições” e que essas mudanças podem “consolidar ainda mais a liderança da BlackRock no setor”.
Com o modelo in-kind e o aumento do limite de contratos, o ETF da BlackRock oferece agora maior flexibilidade operacional e mais eficiência de capital, atributos cruciais para gestores institucionais, family offices e fundos de pensão que desejam exposição ao Bitcoin sem a complexidade de operar com o ativo diretamente.
Esses movimentos mostram uma clara mudança de fase no mercado de Bitcoin. A adoção por parte de gigantes financeiros como a BlackRock, aliada à aceitação regulatória, coloca o Bitcoin em um novo patamar: de ativo especulativo para componente de carteiras institucionais globais.
Para o investidor de varejo, isso significa que:
A tendência aponta para o IBIT se tornando o benchmark dos ETFs de cripto — assim como o VOO é para ações americanas. A combinação de marca (BlackRock), profundidade de mercado e vantagem regulatória cria um efeito de rede difícil de competir, mesmo para nomes como Fidelity, Ark Invest ou Grayscale.
Com mais de US$ 84 bilhões sob gestão e novas regras da SEC que favorecem sua estrutura, o ETF de Bitcoin da BlackRock já não é apenas um sucesso — é uma peça central da institucionalização do cripto.
Se os próximos meses confirmarem essa trajetória, o IBIT pode se tornar o principal canal de entrada de capital para o Bitcoin globalmente, reforçando o papel do BTC como ativo de reserva e de proteção contra políticas monetárias inflacionárias.
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