UNICEF usa blockchain para impacto social e apresenta, na TokenNation, projeto com meninas de Heliópolis

02-Jun-2026 Livecoins
Blockchain pelas crianças UNICEF no TokenNation

Durante o painel “UNICEF e TokenNation apresentam Blockchain pelas crianças“, realizado na TokenNation, Felipe Gonzalez, do UNICEF, apresentou como a organização vem utilizando blockchain em iniciativas de impacto social desde 2017.

Segundo o porta-voz: “As primeiras experiências do UNICEF com blockchain estiveram ligadas a projetos-piloto ao redor do mundo, sobretudo em emergências humanitárias, onde fazíamos o uso de tokenização de identidades para rastrear deslocamentos de populações em situação de refúgio e apoiar a chegada de suprimentos e intervenções humanitárias, explica Felipe Gonzalez.

Em 2019, o UNICEF aprofundou sua atuação no tema a partir de uma conexão com a Ethereum Foundation, desenvolvendo a primeira experiência de um fundo em cripto dentro das Nações Unidas. A iniciativa permitiu não apenas a arrecadação de recursos, mas também o desenvolvimento de capacidade técnica junto à equipe operacional da fundação.

Atualmente, de acordo com Felipe Gonzalez, o UNICEF apoia 23 soluções baseadas em blockchain e impacta direta e indiretamente 31 milhões de vidas em 159 países.

“No Brasil, a parceria entre UNICEF e TokenNation teve início em 2024, a partir do planejamento de um primeiro protótipo de ações de blockchain para crianças no território de Heliópolis, dentro do programa Helipa Games. A iniciativa contou com uma inserção no desenvolvimento de jogos liderados por meninas do território e, posteriormente, se materializou em um festival de games em 2025”, diz Gonzalez.

O porta-voz explicou ainda que o UNICEF observa o uso de blockchain a partir de três lentes principais: auditabilidade, código aberto e escala. A primeira está relacionada à transparência e à possibilidade de acompanhar o impacto de investimentos e iniciativas sociais.

“A gente entende o blockchain por três lentes específicas. A primeira delas são os sistemas auditáveis. A partir dos contratos inteligentes e da tokenização, é possível rastrear o impacto desse investimento. Isso amplía a confiabilidade e a transparência dessas soluções”, afirma.

A segunda lente é a de soluções abertas e adaptáveis aos contextos locais. “Uma segunda lente é que essas soluções sejam open source. Significa que elas possam se adaptar aos territórios a partir dos desafios locais”, explica.

A terceira está relacionada à capacidade de escala e ao fortalecimento de infraestruturas públicas digitais. “Em terceiro, está a escala. Como olhamos para projetos que possam ter escala? A gente olha também para uma perspectiva de proteção ampliada, à medida que opera dentro de infraestruturas”, diz.

Segundo o porta-voz, a proposta é usar tecnologias de fronteira em benefício das crianças, com soluções capazes de ampliar transparência, adaptação local e escala.

“Em Heliópolis, o projeto evoluiu para a formação de agentes de inovação comunitária: meninas que hoje desenvolvem projetos junto às famílias e comunidades do território, assumindo papel de liderança no processo de inovação local”, afirma Felipe Gonzalez.

Fonte: UNICEF usa blockchain para impacto social e apresenta, na TokenNation, projeto com meninas de Heliópolis

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