
Igor Runets, fundador da BitRiver, enfrenta acusações de fraude na Rússia. O executivo por trás da maior mineradora de Bitcoin do país foi transferido da prisão domiciliar para um centro de detenção preventiva nesta semana.
Segundo a mídia local, Runets deve ficar preso por pelo menos dois meses enquanto a investigação continua.
Dados do Hashrate Index colocam a Rússia como o segundo maior polo de mineração de Bitcoin do mundo, ficando atrás somente dos EUA.
Igor Runets já estava em prisão domiciliar desde o início de fevereiro sob acusações de ocultar recursos para não pagar impostos. Após isso, dois outros processos foram abertos contra o fundador da BitRiver.
O processo afirma que a empresa Fox, controladora da BitRiver, teria fechado um contrato de US$ 8 milhões com empresas do grupo En+, que atua no setor de energia e metais no país, mas que não entregou os equipamentos que deveriam ser dispostos em até 32 dias.
Dado isso, os investigadores apontam que o executivo nunca teve a intenção de cumprir o contrato e utilizou o dinheiro recebido para outros fins.
Como consequência, Runets foi transferido da prisão domiciliar, onde estava desde fevereiro, para um centro de detenção preventiva, onde deve ficar por ao menos dois meses enquanto as investigações avançam. A justificativa seria a gravidade dos danos e o risco do empresário influenciar testemunhas.
Somado a isso, a mídia local também aponta que a mineradora enfrenta um risco de falência. Isso porque as dívidas do grupo Fox estariam em US$ 9,2 milhões e a empresa não possui recursos para quitá-la.
Dados do Hashrate Index colocam a Rússia como o segundo maior polo de mineração de Bitcoin do mundo, com 16,4% do hashrate global.
O país aparece atrás somente dos EUA, que mantém 37,5% de todo poder computacional, e da China, com outros 11,7%.

Portanto, a possível falência da BitRiver e a prisão preventiva de Igor Runets são assuntos de interesse local e global.
Fonte: Fundador da maior mineradora de Bitcoin da Rússia é preso por suspeita de fraude
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