Brasil e América Latina são destaques em relatório da Chainalysis sobre criptomoedas

02-Oct-2025 Livecoins
Bandeira do Brasil e moedas de bitcoin.

O Brasil e a América Latina são destaques de um relatório publicado pela Chainalysis nesta quinta-feira (2). Como exemplo, o estudo aponta que a região transacionou US$ 1,5 trilhão em criptomoedas entre julho de 2022 e julho de 2025.

O Brasil é o grande responsável por este número. Em relação ao total de criptomoedas recebidas, o país acumula uma soma equivalente a US$ 318,8 bilhões, equivalente a 1/3 do total da região.

Em termos de crescimento, o Brasil também aparece no topo mais do que dobrando o valor recebido em criptomoedas ano-a-ano. Instituições contribuíram para este crescimento, mas o varejo também continua forte.

Uso de criptomoedas cresce na América Latina

Citando que a América Latina transacionou US$ 1,5 trilhão em criptomoedas nos últimos 3 anos, a Chainalysis descreve a região como “a mais dinâmica do mundo”.

Isso se deve a uma volatilidade no uso de criptomoedas, saindo de US$ 20,8 bilhões em julho de 2022 para US$ 87,7 bilhões em dezembro de 2024 e então caindo para US$ 60 bilhões no início de 2025.

“A trajetória tem sido volátil, mas inegavelmente ascendente.”

“Embora os volumes tenham esfriado levemente no primeiro semestre de 2025, com números moderando para US$ 47,9 bilhões em junho, a região permanece em um patamar significativamente mais alto do que em 2022 ou 2023, destacando o impulso duradouro por trás da adoção de cripto, apesar da volatilidade de curto prazo”, escreveu a Chainalysis.

Estudo aponta volume mensal de criptomoedas recebidas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.
Estudo aponta volume mensal de criptomoedas recebidas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

O Brasil é o principal destaque da região, sendo responsável por 1/3 desta atividade.

“Esse aumento dramático representa uma das histórias de crescimento mais significativas na região, estabelecendo o Brasil como o líder claro de cripto na LATAM.”

Brasil aparece como líder disparado em valor recebido em criptomoedas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.
Brasil aparece como líder disparado em valor recebido em criptomoedas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

Recentemente o Brasil apareceu em 5º lugar no índice de adoção de criptomoedas feito pela própria Chainalysis. Na sequência, Venezuela aparece na 18º posição, enquanto Argentina fica em 20º.

Brasil é destaque em relatório da Chainalysis

As menções ao Brasil pelo estudo da Chainalysis não param por aí. Na sequência, o relatório aponta que o país teve um crescimento de 109,9% em julho de 2024 a junho de 2025 em relação a julho de 2023 a junho de 2024.

Brasil aparece com o maior crescimento sobre valor recebido em criptomoedas na América Latina, superando Colômbia, México e outros países. Fonte: Chainalysis/Reprodução.
Brasil aparece com o maior crescimento sobre valor recebido em criptomoedas na América Latina, superando Colômbia, México e outros países. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

Dentre as justificativas apresentadas pelo estudo está a rápida regulação do setor cripto no Brasil em relação a outros países. Como exemplo, são citados a Lei 14.478/22, a designação do Banco Central do Brasil para lidar com AML/CFT, bem como as consultas n.º 109, 110 e 111/2024.

Detalhando a adoção das criptomoedas no Brasil, a Chainalysis aponta para um interesse amplo, variando desde o varejo (menos de US$ 1.000) até grandes instituições (mais de US$ 10 milhões).

Institucional (entre US$ 1 milhão a US$ 10 milhões) tiveram o maior crescimento no uso de criptomoedas no Brasil, mas outros públicos também apresentaram um forte crescimento. Fonte: Chainalysis/Reprodução.
Institucional (entre US$ 1 milhão a US$ 10 milhões) tiveram o maior crescimento no uso de criptomoedas no Brasil, mas outros públicos também apresentaram um forte crescimento. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

Stablecoins estão caindo na graça dos brasileiros

Embora o Bitcoin continue sendo a maior criptomoeda do mercado, a Chainalysis aponta para uma grande adoção de stablecoins no Brasil. A entrada de bancos como Itaú, Mercado Pago e Nubank é citada como consequência da regulação do BCB, ajudando nessa popularização.

“O uso de stablecoins aumentou significativamente, com autoridades relatando que mais de 90% dos fluxos de cripto do Brasil estão agora relacionados a stablecoins, destacando seu papel crucial em pagamentos e transferências internacionais.”

“O domínio das stablecoins na América Latina reflete a inflação persistente, a volatilidade cambial e os controles de capital, que levam famílias e empresas a buscar estabilidade atrelada ao dólar americano para poupança, remessas e comércio”, explicou a Chainalysis.

Real brasileiro aparece com o maior crescimento em compras de criptomoedas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.
Real brasileiro aparece com o maior crescimento em compras de criptomoedas na América Latina. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

Finalizando, a Chainalysis aponta que outros países devem seguir os passos regulatórios do Brasil e que as criptomoedas, especialmente as stablecoins, “evoluíram além da adoção inicial para se tornarem uma parte integrante do cenário financeiro da América Latina”.

Fonte: Brasil e América Latina são destaques em relatório da Chainalysis sobre criptomoedas

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