
O presidente da empresa Strategy (ex-MicroStrategy), Michael Saylor, publicou um aviso sobre propostas de alteração no código do bitcoin no sábado (11) e apontou 110 ameaças com maior grau de perigo em comparação com as mensagens indesejadas na rede.
Líderes debatem a ideia batizada de proposta BIP 110 e seu objetivo de barrar transações sem utilidade por meio de regras contra spam.
O executivo alertou sobre o perigo de invalidar pagamentos com taxas válidas em nome de um consenso forçado.
A abertura desse precedente cria um cenário de risco elevado para a segurança de todos que possuem bitcoin, na opinião de Saylor.
Além disso, ele argumenta que os profissionais da área devem focar a energia no combate aos problemas com peso real para o protocolo financeiro.
O criador do sistema Hashcash, Adam Back, reforçou o coro contra a divisão do ativo ao ouvir debates de novatos e explicar os motivos da rejeição técnica ao novo formato proposto.
Criadores originais do projeto buscam um futuro pautado na liberdade sem interferências externas.
O dinheiro livre de apreensões e com base matemática afasta o conforto de uma parcela da sociedade com restrições de pensamento.
Muitos governos já compreendem o valor da proteção digital em tempos de abusos corporativos.
Desta forma, a descentralização impede qualquer pessoa de impor suas visões sobre as atitudes dos outros membros.
O mecanismo de liberdade atua contra os desejos de policiamento embutidos no pacote da nova versão do código.
Indivíduos possuem o direito de modificar o próprio programa de computador sem afetar as regras das outras pessoas.
There are 110 things more dangerous to Bitcoin than spam.
— Michael Saylor (@saylor) July 11, 2026
BIP 110 turns a spam dispute into a consensus change that would invalidate some currently valid, fee-paying transactions.
That precedent is the danger. We should save our energy for threats that really matter. $BTC https://t.co/LoSkl9XSo1
Pessoas mais experientes defendem as razões das escolhas originais e rejeitam ideias sem embasamento estrutural.
Desenvolvedores do protocolo compartilham o desconforto com as mensagens indesejadas e buscam soluções eficientes.
O consenso técnico forma uma barreira protetora contra propostas impulsivas e blinda a missão original da tecnologia.
Nenhum programador altera o sistema sem a aprovação de centenas de validadores com capacidade de questionar cada detalhe das linhas de texto. Assim, o ecossistema das moedas recusa a proposta com base em razões técnicas.
Defensores da nova ideia possuem a opção de seguir com a separação da rede e arcar com as consequências do fracasso. O Bitcoin (BTC) autêntico vai ignorar a iniciativa paralela e manter sua rota de evolução contínua.
Especialistas do Brasil também debateram o assunto no X (ex-Twitter). O defensor Renato Amoedo (38tão) questionou a chance de duas separações no mês de agosto e demonstrou desejo de vender as frações derivadas, se for possível.
Especialistas, contudo, recomendam calma para os detentores da moeda durante o processo de ajuste das versões concorrentes.
O apresentador do Bitcoinheiros BitDov afirmou a ausência de um mercado real e de formadores de preço para os ativos novos.
De acordo com ele, “alguma corretora sem credibilidade pode abrir um espaço de troca para atrair os apressados em busca de lucros incertos“. O caminho seguro exige a paralisação de qualquer envio de fundos por enquanto.
Isso porque, usuários correm risco de perder o saldo verdadeiro sem uma proteção adequada contra ataques de repetição na internet.
Paciência ajuda na preservação do patrimônio durante os conflitos de ideias entre as mentes da programação digital.
Não tem mercado, não tem market maker, só tem papo. Mas alguma exchange shitcoinheira vai criar mercado. O que sim – não se apresse pra mover nada, pode perder seu BTC de verdade se não tiver proteção contra replay. Melhor movimento é não fazer absolutamente nada por enquanto.
— ₿it⚡️Dov (@bitdov) July 11, 2026
Fonte: Brasileiros acompanham chegada de novo fork, mas bilionário Michael Saylor diz que “Bitcoin tem 110 problemas antes de se preocupar com spam”
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