Queda de big techs e Bitcoin acende alerta para “bolha que murcha”

18-Nov-2025 bitcoinblock

Recuo na Nasdaq e Bitcoin abaixo de US$ 100 mil levantam temores de um estouro no mercado de tecnologia; Charles Mendlowicz avalia cenário mais como uma correção do que um colapso sistêmico.

O mercado financeiro global tem enfrentado uma intensa onda de aversão ao risco, e os setores que lideraram os ganhos recentes, como as grandes empresas de tecnologia (big techs) e as criptomoedas, sentiram o impacto com força, reascendendo o debate sobre a possível formação e estouro de uma bolha da inteligência artificial (IA).

Dados recentes do mercado, referentes à última semana (encerrada em 14/11), mostram que o índice tecnológico NASDAQ Composite (IXIC) registrou uma leve queda semanal de aproximadamente 0,5%, enquanto o índice Dow Jones fechou o período com um ligeiro ganho. A turbulência na tecnologia, impulsionada por temores de supervalorização em ações ligadas à IA, levou o Bitcoin (BTC) a registrar seu menor valor em sete meses. A situação se estende a nível global, com as bolsas europeias fechando a semana em baixa: o índice FTSE 100 (Reino Unido) recuou 1,1%, o CAC 40 (França) caiu 0,8% e o DAX (Alemanha) perdeu 0,7%. Os dados são da Agência DC News e do relatório Ágora Insights.

Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o momento é de cautela, mas não de pânico. Ele levanta a preocupação central sobre o excesso de otimismo.

“O que mais me preocupa quando todo mundo pensa numa bolha é a galera falando que ‘não tem chance de ser uma bolha'”. Mendlowicz observa que o excesso de autoconfiança dos investidores é muitas vezes o prelúdio de uma queda, e um indício de que uma bolha está se formando é “todo mundo achar que não é uma bolha”.

Apesar do tom de alerta, o economista acredita que a turbulência atual deve ser vista com a devida perspectiva. “Eu ainda acho que essa queda inicial é muito mais uma correção do que uma bolha. Não vejo o atual momento como um negócio que vai levar empresas à falência ou destruir o mercado”, afirma Mendlowicz.

Bitcoin reforça fuga de liquidez

O mercado de criptomoedas tem reforçado os temores com uma queda muito forte do Bitcoin. A criptomoeda mais popular do mundo caiu abaixo dos US$ 100 mil, e chegou a ser negociada a US$ 95.049, representando uma perda de cerca de 25% desde a sua máxima de outubro de US$ 126.000. Outras criptos, como o Ether (ETH), sofreram ainda mais, perdendo mais de 35% desde o pico de agosto.

Segundo especialistas do setor, a queda foi impulsionada por uma combinação de fatores macroeconômicos e liquidações forçadas. As tensões comerciais entre EUA e China provocaram uma venda imediata de ativos de risco.

A pressão é agravada pela incerteza em torno da política monetária dos EUA. “As expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro estão diminuindo, o que impacta diretamente ativos mais arriscados, como criptomoedas e avaliações inflacionadas de IA. Essa liquidez mais apertada levou a uma redução significativa dos aportes institucionais nos ETFs de Bitcoin, com o capital agora saindo do mercado”, explica o Economista Sincero.

Movimento cripto é ponto positivo para o longo prazo

Apesar da forte queda, que viu o Bitcoin acelerar o recuo em um movimento inédito em seis meses, Mendlowicz avalia o movimento das criptomoedas como um ponto positivo para o longo prazo.

“O Bitcoin acelerou a queda, deu um susto, e isso é muito bom porque pode ser que a bolha não esteja estourando, apenas murchando”, analisa o economista. Ele interpreta a retração como um reset de liquidez, onde o mercado se purga de excessos, forçando investidores alavancados a venderem, mas sem indicar uma perda de confiança fundamental no ativo.

O recado final do economista para o investidor de longo prazo é evitar o desespero e enxergar a crise como uma oportunidade. “Se você começou a investir há pouco tempo, a melhor coisa que pode acontecer é uma crise, porque os ativos vão desabar 20%, 30%, 40%, 50%, e você vai investir bem”. É o momento, segundo ele, de focar em bons investimentos, mantendo a calma em meio à turbulência global.

Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero

Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller “18 princípios para você evoluir”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.

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