CertiK identifica 344 ataques no setor cripto no primeiro semestre de 2026, resultando em perdas de US$ 1,3 bilhão

07-Jul-2026 Livecoins
Criptomoedas e segurança

Um relatório publicado pela CertiK nesta segunda-feira (6) identificou 344 ataques no mercado de criptomoedas no primeiro semestre de 2026, resultando em perdas de US$ 1,3 bilhão no período.

Como comparação, o mesmo período do ano anterior foi marcado por 345 incidentes de segurança, mas resultou em perdas de US$ 2,47 bilhões. O hack da Bybit de fevereiro de 2025, avaliado em US$ 1,45 bilhão, contribuiu para essa diferença de 46,8%.

Dado o exemplo acima, o estudo serve como um aviso de segurança tanto para investidores quanto para empresas que operam no setor de criptomoedas.

CertiK revela quais foram os principais vetores de ataques do primeiro semestre de 2026

A principal causa da perda de criptomoedas no primeiro semestre de 2026 foram carteiras comprometidas. No total, US$ 444,5 milhões foram perdidos em somente 33 incidentes do tipo.

Na sequência aparecem ataques de phishing com 63 casos e US$ 366,3 milhões em perdas. Falhas em códigos tiveram o maior número de casos, chegando a 204, mas aparecem com a menor cifra entre os três vetores de ataques, totalizando US$ 151,6 milhões.

Estudo mostra que o número de incidentes apresentou um leve crescimento mês a mês, mas que a quantia perdida apresenta maior variação. Fonte: CertiK/Reprodução.

O motivo dessas variações de perdas vistas acima seriam grandes hacks isolados.

Os maiores exemplos são os hacks da Kelp DAO, avaliado em US$ 291,3 milhões, e do Drift Protocol, avaliado em US$ 280 milhões, ambos no segundo trimestre do ano.

Somado a isso, também é mencionado um ataque de phishing que resultou na perda de US$ 284,7 milhões no primeiro trimestre.

Empresa revela os maiores ataques de criptomoedas no primeiro semestre de 2026. Fonte: CertiK/Reprodução.

“Uma das tendências mais relevantes do H1 de 2026 é a velocidade com que os incidentes ultrapassam US$ 1 milhão em perdas (excluindo phishing). No primeiro semestre, 2026 já registrou uma parcela significativa desses incidentes em comparação com anos anteriores, mesmo considerando que aqueles anos representam doze meses de dados, enquanto 2026 tem apenas seis meses registrados.”

Quanto aos ataques de phishing, os especialistas apontam que, embora o número de ataques esteja menor, os valores roubados estão maiores.

Um dos motivos seriam os ataques de engenharia social que, apesar de apenas 4 registrados, causaram perdas de US$ 310,1 milhões, representando 85% de todos os roubos de phishing.

“O que esses dados refletem é uma mudança estratégica deliberada. As campanhas de phishing em grande volume que marcaram períodos anteriores, com muitos incidentes, mas perdas relativamente menores por evento, parecem estar dando lugar a um número menor de ataques altamente direcionados a indivíduos e entidades que controlam grandes quantias on-chain. Os atacantes estão investindo mais recursos por alvo, usando pretextos cada vez mais personalizados e concentrando esforços onde o retorno é maior. O resultado é uma ameaça de phishing mais difícil de detectar por monitoramento baseado em volume e mais dependente de defesas comportamentais e contextuais no nível individual.”

Coreia do Norte segue em destaque

Seguindo o relatório, a CertiK dá destaque para os hackers da Coreia do Norte, notando que “nenhuma avaliação da segurança Web3 estaria completa sem abordar essa ameaça”.

Segundo a empresa, os hackers continuam sendo responsáveis por alguns dos exploits mais sofisticados do ponto de vista técnico e mais impactantes financeiramente no ecossistema.

“Suas táticas evoluíram além da exploração direta de contratos inteligentes, passando para um modelo operacional mais amplo que inclui comprometimento da cadeia de suprimentos, engenharia social em escala e infiltração interna em equipes de desenvolvimento.”

Finalizando o trecho, os especialistas notam que os hackers estão cada vez mais focados em infraestrutura de nível institucional, cadeias de engenharia social e soluções cross-chain para a lavagem do dinheiro roubado.

Nas páginas seguintes, a CertiK compartilha links para artigos externos sobre segurança, bem como sobre análises de alguns dos maiores hacks sofridos pela indústria no primeiro semestre deste ano.

Fonte: CertiK identifica 344 ataques no setor cripto no primeiro semestre de 2026, resultando em perdas de US$ 1,3 bilhão

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