Criptomoedas ganham espaço na América Latina diante da fragilidade bancária e dos controles cambiais

07-Jan-2026 bitcoinblock

Yoandris Rives Rodríguez, gerente regional para América Latina na B2BINPAY

O ano de 2026 começou com turbulências políticas nos mercados latino-americanos. As últimas notícias sobre a situação na Venezuela aumentaram ainda mais a volatilidade da região, fazendo com que as criptomoedas se tornassem uma tábua de salvação em meio a esse caos econômico e às transformações políticas. O Bitcoin manteve força ao longo do fim de semana acima de US$ 91.000, levando o valor total do mercado novamente para acima de US$ 3 trilhões, impulsionado por fortes entradas em ETFs e recordes de hashrate.

Escândalos como o do Banco Master no Brasil também evidenciam a fragilidade dos bancos locais: cada manchete desse tipo impulsiona a demanda por stablecoins como USDT e USDC. A partir de fevereiro de 2026, o novo arcabouço regulatório obrigará o sistema financeiro tradicional a se integrar às criptomoedas, e os investimentos da Tether na Parfin estão criando uma infraestrutura confiável para liquidações B2B, poupando as empresas da extrema volatilidade cambial. A demanda gera oferta, e o uso de criptoativos na região está se tornando cada vez mais comum.

A Argentina confirma a mesma hipótese: quando o acesso ao dólar é restringido, os volumes de cripto disparam. Permitir que o banco central ofereça criptoativos por meio dos bancos reduz os riscos do mercado informal, acelerando a dolarização após a queda de Maduro. As empresas adotam o USDT para liquidez e o BTC como proteção contra a inflação de longo prazo, com uma meta de US$ 150.000 até o fim do ano, em meio à escassez de oferta.

A macroeconomia regional também enfrenta pressão, já que os preços das principais commodities estão em queda, afetando o peso colombiano. A inflação média permanece acima de 5%, e o déficit fiscal impede o banco central de cortar as taxas de juros, apesar do crescimento do PIB de 3,6%. As taxas de juros elevadas do Federal Reserve dos EUA mantiveram os custos de financiamento em níveis máximos desde outubro, mas o boom do lítio, US$ 280 bilhões em investimento estrangeiro direto e reformas de centro previstas antes das eleições alimentam a esperança de uma moeda mais forte.

Por fim, nesta semana acompanharemos a situação na Venezuela e seus impactos sobre o mercado da América Latina, além de observar possíveis oscilações decorrentes dos dados de inflação dos EUA e dos sinais do Fed: um movimento altista é possível caso surjam indícios de flexibilização, mas um dólar forte exige cautela.

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